AFINIDADE ENTRE DISTRIBUIÇÕES DE CONTÁGIO E POISSON PARA FINS PRÁTICOS DE AMOSTRAGEM

Dilermando PERECIN1

José Carlos BARBOSA[1]

§    RESUMO: As distribuições de contágio ocorrem freqüentemente na prática agronômica, por exemplo em contagens de insetos ou de plantas daninhas por área. Essas distribuições apresentam variância maior que a média e são, em geral, difíceis de se trabalhar e os parâmetros se alteram em cada situação prática. A mias usada é a binomial negativa, sua variância é s 2 = m + m2/k, onde m é a média e k o parâmetro de dispersão. Pode-se verificar que quando m tende para zero ou k tende para o infinito, a variância se aproxima da esperada pela Poisson. Neste artigo foram analisados dados teóricos e simulados de Poisson com médias 0,5; 1,0; 1,5; 2,0 e 5,0 e de binomiais negativas com as mesmas médias e sobredispersão na variância de 10, 20, 50, 100, 200 e 400% . No caso da binomial negativa, a sobredispersão é m2/k<0,5 m (50% da média), tem-se " média menor que a metade de k". Nessas condições, a não-afinidade será menor que 20% , podendo-se usar a Poisson. Isso é conseguido na prática adequando-se os tamanhos das parcelas amostrais, de modo que a média das contagens seja menor que k/2; ou que a relação variância/média seja menor que 1,5.

§    PALAVRAS-CHAVE: Distribuições de contágio; amostragem; sobredispersão; relação variância/média.

 



[1] Departamento de Ciências Exatas da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - UNESP- 14870-000 - Jaboticabal - SP .Bolsista do CNPq.