Métodos de correção de autovalores e regressão isotônica nos modelos AMMI

Lúcio Borges de ARAÚJO[1]

Carlos Tadeu dos Santos DIAS1

§     RESUMO: Em experimentação agrícola, é freqüente a necessidade de análise conjunta de grupos de experimentos. Existem várias metodologias de análise e interpretação para a interação genótipo x ambiente proveniente de um grupo de cultivares testados em vários ambientes. Entre essas metodologias destaca-se os modelos AMMI, que engloba ANOVA para os efeitos principais e para efeitos multiplicativos utiliza-se DVS. O problema de superestimação e subestimação de autovalores estimados da maneira convencional é conhecido na literatura especializada. Para superar esses problemas apresentam-se três métodos de correção dos autovalores estimados, mas nem sempre essas correções mantêm a ordem decrescente de valores. Assim, é sugerido o uso de regressão isotônica para ordenar esses dados. Verificou-se que: A regressão isotônica foi suficiente; houve redução no número de componentes significativos retidos nos modelos AMMI; o método 2 e o método 3 apresentaram, respectivamente, a menor e a maior taxa de correção da soma de quadrados da interação genótipo x ambiente; para a medida RMSPDPRESS, o menor valor foi obtido quando se utilizou o método de correção 2. Já o método de correção 3 apresentou o maior valor; o método 2 também se mostrou melhor quando o interesse era verificar o ganho em número de repetições relativo a uma aproximação para o número de repetições que faltam para o modelo AMMI completo apresentar uma performance igual ao modelo AMMI selecionado, este benefício esteve próximo de três repetições.

§     PALAVRAS-CHAVE: Correção de autovalores; regressão isotônica; modelos AMMI; interação genótipo x ambiente; eficiência da correção.



[1]Departamento de Ciências Exatas, Universidade de São Paulo, campus de Piracicaba - ESALQ/USP, CEP

13418-900 Piracicaba, SP, Brasil. E-mail: araujolb@gmail.com / ctsdias@esalq.usp.br