Modelo Univariado  Aplicado a Dados
Longitudinais de Cana-de-açúcar

Edjane Gonçalves de FREITAS [1]

Décio BARBIN 1

Geraldo Veríssimo de Souza BARBOSA [2]

Monalisa Sampaio CARNEIRO [3]

Antônio Ismael BASSINELLO 3

§     RESUMO: Na fase experimental de um programa de melhoramento genético de cana-de-açúcar, são implantados vários experimentos. O interesse do pesquisador é avaliar o perfil produtivo dos genótipos (clones e variedades) em diferentes ocasiões (anos). Entre os pesquisadores de ciências agrárias é freqüente o uso do esquema de parcela subdividida para análise de dados longitudinais, devido a facilidade de análise e  interpretação dos resultados. É ignorada a existência de alguma forma de relação entre as observações tomadas nas diferentes ocasiões, e a análise é realizada considerando o modelo univariado no esquema de parcela subdividida, que impõe  forte restrição quanto à matriz de variância-covariância dos dados. O objetivo desse estudo é verificar se existem diferenças entre os resultados do teste F em relação a subparcela (Anos e interação Genótipos $\times$ Anos) quando a análise é realizada com e sem a correção dos números de graus de liberdade. Ressaltando uma forma mais segura e correta de aplicação do esquema de parcela subdividida, destacando suas vantagens e contribuições. Verificou-se que a significância dos testes para os fatores intra-indivíduos não foi alterada após as correções dos números de graus de liberdade. Entretanto, a aplicação dessa metodologia está sujeita a verificação da condição de esfericidade. Esse método mostrou-se eficiente, sendo uma alternativa ao uso de metodologias mais complexas, como as técnicas multivariadas e as análises via modelos mistos, que exigem um maior embasamento estatístico do pesquisador.

§     PALAVRAS-CHAVE: Medidas repetidas no tempo; melhorameto genético; cana-de-açúcar; modelo univariado; parcela subdividida.



[1] Departamento de Ciências Exatas, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ, Universidade de São Paulo – USP, CEP: 13418-900, Piracicaba, São Paulo, Brasil. E-mail: efreitas@esalq.usp.br / debarbin@esalq.usp.br

[2] Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Alagoas – UFAL, Campus Delza Gitaí, BR 104 Norte, Km 85, CEP: 57100-000, Rio Largo, Al, Brasil. E-mail: gvsb@fapeal.br

[3] Departamento de Biotecnologia Vegetal, Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, Caixa Postal 173, CEP: 13600-970, Araras, SP, Brasil. E-mail: monalisa@cca.ufscar.br / bassinello@cca.ufscar.br